Muitas mulheres se percebem vivendo, ao longo da vida, relações que se repetem no sofrimento. Mudam os nomes, os contextos e as histórias, mas a dor emocional parece a mesma: vínculos marcados por abandono, desvalorização, dependência emocional, culpa ou relações tóxicas.
Romper com esse ciclo não acontece apenas pela vontade de “fazer diferente”. É um processo profundo de autoconhecimento, elaboração emocional e reconstrução interna. É a partir dessa compreensão que nasce o Grupo Terapêutico para Mulheres que desejam romper com a repetição de sofrimento afetivo.
A proposta do grupo terapêutico
O grupo terapêutico é um espaço clínico de escuta, acolhimento e reflexão, conduzido por psicóloga, onde mulheres podem olhar para suas histórias afetivas com mais consciência, cuidado e responsabilidade emocional.
A vivência em grupo possibilita reconhecer que a dor não é individual ou isolada, mas atravessada por experiências comuns, vínculos primários e padrões aprendidos ao longo da vida. Ao mesmo tempo, cada mulher é respeitada em sua singularidade, ritmo e processo.
O objetivo do grupo não é oferecer respostas prontas, mas favorecer insights, elaboração emocional e escolhas mais conscientes nos relacionamentos.
De onde eu vim? A história afetiva e os primeiros vínculos
O primeiro eixo do grupo convida à reflexão sobre a própria história afetiva. De onde eu vim emocionalmente? Quais foram meus primeiros vínculos? Que modelos de relacionamento aprendi, observei ou vivi?
Compreender a história não é permanecer presa ao passado, mas reconhecer como ele influencia escolhas atuais. Muitas repetições de sofrimento acontecem de forma inconsciente, como tentativas de reparar feridas antigas.
Ao tornar essa história consciente, a mulher amplia sua capacidade de escolher de forma mais alinhada com quem é hoje, rompendo padrões que já não fazem sentido.
Autoestima: base para relações mais saudáveis
A autoestima não se constrói apenas no discurso, mas na forma como a mulher se percebe, se posiciona e estabelece limites. Relações marcadas por sofrimento frequentemente se sustentam em uma autoestima fragilizada, que tolera o que machuca por medo da perda, da solidão ou da rejeição.
No grupo terapêutico, a autoestima é compreendida a partir de sua construção emocional: experiências de infância, validação afetiva, vínculos significativos e histórias de desvalorização.
Quanto maior a autoestima, menor a tolerância a relações tóxicas e maior a capacidade de escolher vínculos mais respeitosos, seguros e possíveis.
Perdão: organizando o passado para viver o presente
O perdão, no contexto terapêutico, não significa esquecer o que foi vivido ou minimizar a dor. Trata-se de reconhecer mágoas, frustrações e feridas emocionais deixadas por relações passadas, organizando internamente essas experiências.
Carregar mágoas não elaboradas mantém a mulher presa ao passado e interfere diretamente na forma como ela se relaciona no presente. O processo de perdão permite soltar o que já não precisa mais ser carregado, abrindo espaço para relações mais saudáveis e conscientes.
Perdoar é um movimento interno de cuidado consigo mesma.
Autoperdão: soltar a culpa e ressignificar escolhas
Muitas mulheres carregam culpa por escolhas afetivas que não deram certo, por limites ultrapassados ou por terem permanecido em relações que causaram sofrimento. O autoperdão é um passo fundamental para romper esse ciclo.
Reconhecer escolhas passadas com responsabilidade emocional, sem julgamento ou punição, permite deixar essas experiências no tempo a que pertencem. O autoperdão não apaga o vivido, mas transforma a relação com a própria história.
Ao soltar a culpa, a mulher se abre para escolhas mais conscientes, maduras e alinhadas com quem se tornou.
Para quem o grupo terapêutico é indicado
O grupo terapêutico é indicado para mulheres que:
Vivem repetição de sofrimento nos relacionamentos
Desejam compreender seus padrões afetivos
Buscam fortalecer a autoestima e o autocuidado emocional
Querem elaborar mágoas, culpas e histórias passadas
Estão abertas ao processo terapêutico em grupo
Não é necessário estar em um relacionamento no momento. O grupo também é um espaço de preparação emocional para vínculos futuros mais saudáveis.
Um convite ao cuidado com a vida afetiva
Romper com a repetição de sofrimento afetivo é um processo possível, mas que exige olhar para dentro, elaborar a própria história e se responsabilizar pelas escolhas emocionais.
O Grupo Terapêutico para Mulheres é um convite ao cuidado, à escuta e à transformação, respeitando o tempo e a singularidade de cada mulher.
Caso tenha interesse em participar ou receber mais informações sobre o grupo, entre em contato para conhecer os detalhes, formato e próximos passos.


